segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Tenho 36 anos, sou casada á 15 anos e tenho 2 filhas as quais são razão da minha vida. Hoje depois de ter superado alguns problemas, fiquei surpresa ao assistir uma reportagem sobre a fibromialgia; Pois existe muita coisa além do que eles comentaram na reportagem que ainda não foi revelado, acredito que por falta de certeza dos diagnósticos.
Tenho certeza que igual a minha história existe muitos casos, mas que por falta de informações as pessoas acabam vivendo a vida inteira sofrendo sem ter nenhum tipo de ajuda; Com certeza é uma história comprida pois foi com muita luta que aprendi a conviver com a fibromialgia.
Eu sempre fui uma pessoa saudável e amava estar entre outras pessoas, fui criada em uma família religiosa e muito unida. Depois que me casei não tive mais tempo para estar participando dos grupos de jovens, tinha uma vida muito corrida pois, assim que casei tive uma filha. Os meus pais sempre me ajudaram apesar de quando solteira não ter tido muito contato com o meu pai pois, antigamente tinhamos muito mais contato com as mães, elas eram na verdade as nossas intercessoras. Meu pai trabalhou em um posto de gasolina durante muitos anos e fumou durante um tempo quando mais novo, o que ocasionou com o tempo um câncer de pulmão. No começo os médicos falavam apenas de uma mancha no pulmão mas, depois as coisas foram piorando até chegar nesta situação.
Foi muito triste para mim e para minha família ver o meu pai sofrendo daquele jeito pois, eu tinha apenas dois anos de casada e foi depois que me casei que tive a oportunidade de ter uma intimidade melhor com o meu pai, acredito que  por eu ter tido uma filha a qual meu pai tinha muito carinho por ela, e para mim aquele contato era motivo de muita felicidade;
 A verdade é que com o adoecer do meu pai eu comecei a sentir também algumas dores nas costas e em outras partes do corpo, os médicos sempre diagnosticaram como desvio de coluna, hérnia de disco entre outros diagnósticos.
Minhas dores pioraram com a morte do meu pai, ele faleceu no dia 5 de dezembro de 1998, depois de 2 meses que a minha filha tinha completado 2 anos e eu á tinha batizada; Para mim foi o começo de algo que iria me torturar.

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